Transcendendo com Alan Watts
Em Meu Próprio Caminho
Alan Watts
Desde que o materialismo ascendeu como filosofia muita gente, dos mais variados matizes ideológicos concebe a religião, na melhor das hipóteses, como um traste inútil. O Alex Dias, por exemplo, não hesita em incluir a religião entre “as prisões”, isto é, coisas de que o indivíduo deve se libertar para atingir a liberdade plena. Pobres almas. Com certeza não conhecem a obra de Alan Watts, especialmente Em Meu Próprio Caminho, sua autobiografia.
Watts é bem conhecido de todos aqueles que algum dia já se interessaram pelos caminhos espirituais do Oriente. Seu O Espírito do Zen permanece até hoje como uma das melhores escritos existentes sobre o zen-budismo, conseguindo descrever os abstrusos métodos zen em linguagem acessível aos ocidentais.
Mas qualificá-lo como um simples erudito do oriente não lhe faz justiça. É que Watts era, antes de tudo um místico. Ou seja, além de estudar os ensinamentos do Oriente, esforçou-se por aplicá-los em sua própria vida, sem que essa aplicação significasse “tatamização”, palavra que os japoneses utilizam jocosamente para designar os ocidentais que aderem cegamente aos seus velhos costumes. Pelo contrário, ele sempre preservou sua independência de pensamento mesmo durante os anos em que foi sacerdote oficial da Igreja Anglicana.
Apesar de todas as religiões pelas quais andou, a vida e a obra de Alan Watts têm um fio condutor: a concepção de que a experiência mística é algo belo, libertador e que por isso mesmo deve ser reintegrado às grandes tradições religiosas do Ocidente. Ele nunca se conformou com o fato de que a liturgia cristã moderna se reduziu a uma série de leituras e recitações sem qualquer espaço para o misticismo. Tudo isso muito antes do “esoterismo de ocasião” que agora infesta nossas vidas e livrarias.
Longe de ser um “guru de ocasião” Alan Watts foi um místico incansável, que acreditava na santidade da vida. Jamais deixou que suas inclinações místicas se tornassem um álibi para a mediocridade como a maioria dos “esotéricos” atuais. E jamais deixou que as doutrinas que acompanham a religião se tornasse uma espécie de prisão, sempre construiu sua liberdade a partir de uma ética e visão de mundo próprias. Numa época em que o esoterismo de butique virou moda é um autor e um exemplo para lá de atuais.
Em Meu Próprio Caminho
Alan Watts
Desde que o materialismo ascendeu como filosofia muita gente, dos mais variados matizes ideológicos concebe a religião, na melhor das hipóteses, como um traste inútil. O Alex Dias, por exemplo, não hesita em incluir a religião entre “as prisões”, isto é, coisas de que o indivíduo deve se libertar para atingir a liberdade plena. Pobres almas. Com certeza não conhecem a obra de Alan Watts, especialmente Em Meu Próprio Caminho, sua autobiografia.
Watts é bem conhecido de todos aqueles que algum dia já se interessaram pelos caminhos espirituais do Oriente. Seu O Espírito do Zen permanece até hoje como uma das melhores escritos existentes sobre o zen-budismo, conseguindo descrever os abstrusos métodos zen em linguagem acessível aos ocidentais.
Mas qualificá-lo como um simples erudito do oriente não lhe faz justiça. É que Watts era, antes de tudo um místico. Ou seja, além de estudar os ensinamentos do Oriente, esforçou-se por aplicá-los em sua própria vida, sem que essa aplicação significasse “tatamização”, palavra que os japoneses utilizam jocosamente para designar os ocidentais que aderem cegamente aos seus velhos costumes. Pelo contrário, ele sempre preservou sua independência de pensamento mesmo durante os anos em que foi sacerdote oficial da Igreja Anglicana.
Apesar de todas as religiões pelas quais andou, a vida e a obra de Alan Watts têm um fio condutor: a concepção de que a experiência mística é algo belo, libertador e que por isso mesmo deve ser reintegrado às grandes tradições religiosas do Ocidente. Ele nunca se conformou com o fato de que a liturgia cristã moderna se reduziu a uma série de leituras e recitações sem qualquer espaço para o misticismo. Tudo isso muito antes do “esoterismo de ocasião” que agora infesta nossas vidas e livrarias.
Longe de ser um “guru de ocasião” Alan Watts foi um místico incansável, que acreditava na santidade da vida. Jamais deixou que suas inclinações místicas se tornassem um álibi para a mediocridade como a maioria dos “esotéricos” atuais. E jamais deixou que as doutrinas que acompanham a religião se tornasse uma espécie de prisão, sempre construiu sua liberdade a partir de uma ética e visão de mundo próprias. Numa época em que o esoterismo de butique virou moda é um autor e um exemplo para lá de atuais.




